Depois de uma semana no Hotel Riu Karamboa, em Boa Vista com marido e dois filhos, deixo algumas dicas que poderão ser úteis a quem está a pensar visitar este destino.
Os restaurantes são bons. Existe um restaurante principal, com uma grande variedade de comida, e mais três restaurantes temáticos.
Na minha opinião, se a estadia for apenas de uma semana, não vale a pena gastar três noites nos restaurantes temáticos, pois o restaurante principal tem uma oferta muito completa e variada.
Os colaboradores do hotel são, de uma forma geral, muito simpáticos e prestáveis. Um destaque especial para a equipa de animação e para os monitores das piscinas e dos espetáculos noturnos, que são extremamente acolhedores e contribuem muito para o bom ambiente do hotel.
No entanto, há um aspeto menos positivo: se gostam de dormir até mais tarde, talvez não seja fácil. Durante toda a nossa semana, as empregadas dos quartos comunicavam entre si aos gritos pelos corredores logo a partir das 8h da manhã, tornando praticamente impossível descansar depois dessa hora.
Outra dica importante: o espaço para troca de toalhas da piscina encerra às 17h. Convém ter isso em conta para não perderem a oportunidade de fazer a troca.
O hotel tem imensas piscinas e há sempre camas disponíveis. A água dessas piscinas é quentinha
A água do mar não é quente como nas Maldivas, Jamaica, Dubai, etc, mas depois de se entrar, o difícil é sair.
O mar tem muito poucas ondas. Excelente para nadar.
A areia é branca em quase todas as praias, exceto em frente ao hotel que tem à mistura areia preta vulcânica. Mas nada de especial.
Existe uma atividade de artes no hotel às 15h30 que faz muito sucesso. O espaço é pequeno e enche rapidamente, por isso aconselho a chegar bastante cedo e aguardar na fila antes da abertura.
As massagens na praia são excelentes. Na minha opinião, as massagens do lado esquerdo do hotel são as melhores, embora fiquem um pouco mais afastadas. E uma dica importante: nunca aceitem o primeiro preço apresentado pelos vendedores da praia. Negociando com simpatia conseguem, normalmente, valores bastante mais baixos.
Na ilha, a maioria dos estabelecimentos aceita euros e escudos cabo-verdianos. O dólar americano é pouco utilizado e nem sempre é aceite devido ao câmbio.
Recomendo muito fazer excursões pela ilha. As melhores, para mim, foram a excursão de dia inteiro e a excursão noturna para observar as tartarugas marinhas a desovarem, uma experiência verdadeiramente inesquecível. Nós escolhemos um guia local e foi uma excelente decisão. Conhecia muito bem a ilha e levou-nos aos locais mais interessantes, explicando sempre a história e as tradições locais.
A Boa Vista é uma ilha simples e com algumas dificuldades económicas, mas habitada por pessoas muito acolhedoras e sempre prontas a receber bem quem as visita.
Na capital, Sal Rei, existem muitos vendedores de rua. É possível negociar os preços, embora a maioria venda produtos muito semelhantes.
Em relação à saúde, nenhum de nós teve qualquer problema. Como precaução, bebemos sempre água engarrafada, evitámos bebidas com gelo, mesmo no hotel, e utilizámos água engarrafada também para lavar os dentes. Cada pessoa decide o nível de precaução que pretende ter, mas estas medidas deram-nos tranquilidade durante toda a viagem.
Por fim, aconselho a levar os medicamentos de que possam precisar, bem como um bom protetor labial com fator de proteção solar.
Os medicamentos e alguns produtos de farmácia são bastante caros na ilha. Para terem uma ideia, um simples batom para os lábios com proteção solar custou-me 14 € numa farmácia em Sal Rei.
No geral, foi uma experiência muito positiva. A beleza das praias, a simpatia das pessoas, o clima e a tranquilidade da ilha fazem da Boa Vista um destino que recomendo sem hesitar.